Sobre
Itália: guia completo para viajantes
Por que visitar a Itália
A Itália e um daqueles países que dispensa apresentações, mas que ao mêsmo tempo e impóssível conhecer verdadeiramente numa única viagem. Cada cidade aqui e um universo a parte, com seu próprio caratér, gastronomia, dialeto e forma de viver. Roma e grandiosa e caótica, Milão e elegante e pragmática, Nápoles e ruidosa e acolhedora, e Veneza existe fora do tempo e das leis da física. E isto e apenas o começo da lista.
Para o viajante lusófono, a Itália oferece uma experiência singular. Aqui encontrara a famosa dolce vita, impóssível de explicar por palavras: almoços longos com um copo de vinho local, passeios por ruelas estreitas de cidades antigas, pores do sol sobre o Mar Tirreno e um espresso ao balcão na companhia de locais. Os Itálianos sabem viver com beleza e prazer, e esse espírito contagia todos os que visitam o país.
Em concentração de património UNESCO, a Itália ocupa o primeiro lugar no mundo, com 59 monumentos. Mas não se trata de números. O facto e que aqui a história não esta fechada atrás de vitrinas de museu, mas continua viva: toma-se café num edifício do século XIII, compram-se legumês num mercado que funciona no mêsmo local desde a Roma Antiga, e janta-se numa trattoria onde cozinham segundo receitas da bisavó do proprietário.
Ao mêsmo tempo, a Itália e um país de contrastes. O norte rico e industrial versus o sul pobre e agrícola, a cosmopolita Milão versus a tradicional Sicília, as turísticas Veneza e Florença versus as praticamente intocadas regiões da Basilicata e Molise. A escolha depende apenas de si: pode construir um roteiro pelos pontos clássicos ou sair dos trilhos batidos e descobrir aquela Itália que os guias turísticos não mostram.
Regiões: o que escolher
Lacio e Roma
O Lacio e a região da capital, e Roma e o seu coração pulsante. Esta e uma cidade onde cada pedra conta uma história de dois milénios, onde ruínas antigas convivem com a vida moderna, e onde se pode pequeno-almoçar com vista para o Coliseu e jantar numa piazza medieval. Roma não e uma cidade para ter pressa - aqui e preciso perder-se pelas ruelas, sentar-se nas escadas das praças e observar a vida acontecer.
O Fórum Romano e o Coliseu são óbvios, mas o verdadeiro espírito de Roma descobre-se no bairro de Trastevere, onde as roupas secam entre as janelas e as trattorias familiares servem carbonara segundo receitas centenárias. O Vaticano merece um dia inteiro - a Basílica de São Pedro e os Museus Vaticanos com a Capela Sistina são experiências que ficam para a vida. Não deixe de lançar uma moeda na Fonte de Trevi e de subir a Escadaria da Praça de Espanha ao por do sol.
O Panteão continua a impressionar mêsmo depois de dois milénios, e a Praça Navona com as suas fontes barrocas e o local perfeito para um gelato. O Castelo de Santo Ângelo oferece vistas espetaculares sobre a cidade e o rio Tibre. Roma e uma cidade que se revela aos poucos, e quanto mais tempo passar aqui, mais segredos descobrira.
Fora de Roma, o Lacio oferece as ruínas etruscas de Tarquinia, os jardins renascentistas de Villa d'Este em Tivoli, e os lagos vulcânicos de Bracciano e Bolsena. E uma região que merece exploração além da capital.
Toscana
A Toscana e provavelmente a região mais romântica da Itália, e aquela que mais corresponde a imagem que temos do país: colinas ondulantes cobertas de vinhas e oliveiras, ciprestes em fileiras geométricas, aldeias medievais no topo de montes, e cidades repletas de arte renascentista. E uma região para saborear devagar, de preferência com um copo de Chianti na mão.
Florença e a capital da Toscana e o berço do Renascimento. O Duomo com a sua cúpula de Brunelleschi domina o horizonte, e a Galeria Uffizi alberga uma das maiores coleções de arte do mundo. A Galeria da Academia guarda o David de Miguel Ângelo, enquanto o Palácio Pitti e os seus jardins de Boboli oferecem um refugio do burburinho urbano. O Ponte Vecchio com as suas ourivesarias e um dos cartões-póstais da cidade, e o Piazzale Michelangelo oferece a melhor vista panorâmica de Florença, especialmente ao por do sol.
Siena e a rival histórica de Florença, uma cidade medieval perfeitamente preservada onde o tempo parece ter parado. A Piazza del Campo em forma de concha e considerada uma das mais belas praças do mundo, e e aqui que se realiza o famoso Palio, uma corrida de cavalos que remonta ao século XVII. A Catédral de Siena e uma obra-prima do gótico Itáliano, com o seu piso em mármore intarsiado único no mundo. Percorra as ruas estreitas entre os 17 bairros históricos (contrade) e descubra uma cidade que vive intensamente as suas tradições.
Pisa e muito mais do que a Torre Inclinada. A Piazza dei Miracoli e um conjunto arquitetónico extraordinário, com a catédral, o batisterio e o cemitério monumental, todos em mármore branco. A cidade tem uma atmosfera universitária vibrante e um centro histórico agradável para passear. O lungarno, o passeio ao longo do rio Arno, e particularmente bonito ao entardecer.
Mas a Toscana vai muito além das suas cidades principaís. San Gimignano com as suas torres medievais, Volterra com as suas raízes etruscas, Lucca com as suas muralhas renascentistas intactas, Cortona com as suas vistas sobre o Vale Chiana - cada cidade tem o seu caratér próprio. E depois ha a paísagem: o Chianti com as suas adegas, o Val d'Orcia classificado pela UNESCO, as Crete Senesi com os seus tons terrosos. Alugar um carro e perder-se pelas estradas secundarias e uma das melhores formas de conhecer esta região.
Veneto
Veneza e única no mundo - uma cidade construida sobre 118 ilhas, ligadas por mais de 400 pontes, onde os automóveis foram substituídos por barcos. E fácil ser cínico sobre Veneza: sim, ha demÁsiados turistas, sim, os preços são inflacionados, sim, os gondoleiros cobram fortunas. Mas quando a névoa matinal se levanta sobre o Grande Canal, quando os sinos de San Marco tocam sobre a lagoa, quando se perde numa calle deserta e descobre uma igreja escondida com frescos de Tintoretto - entende-se porque Veneza fascina ha séculos.
A Basílica de São Marcos e o Palácio Ducal são os pontos de partida óbvios, mas Veneza revela-se aos que se afastam da Praça de São Marcos. A Galeria da Academia tem a melhor coleção de pintura veneziana. A Ponte de Rialto e o seu mercado de peixe matinal oferecem um vislumbre da Veneza quotidiana. As ilhas de Murano (vidro) e Burano (renda e casas coloridas) merecem uma excursão de meio dia.
O segredo para apreciar Veneza e visita-la fora de época (novembro a marco, exceto Carnaval), acordar cedo antes dos cruzeiros desembarcarem as suas hordas, e hospedar-se em bairros como Dorsoduro ou Cannaregio, onde ainda ha venezianos a viver.
Verona e a cidade de Romeu e Julieta, mas o seu charme vai muito além da tragédia shakespeariana. A Arena de Verona e um anfiteatro romano do século I que ainda hoje acolhe operas ao ar livre no verão - uma experiência mágica. A Piazza delle Erbe e o coração da cidade, rodeada de palácios medievais e torres. A Casa de Julieta e um local de peregrinação romântica, embora a varanda seja uma adição do século XX. Verona merece pelo menos uma noite, especialmente se conseguir bilhetes para a opera na Arena.
Pádua (Padova) e uma das cidades universitárias mais antigas da Europa, com uma atmosfera estudantil vibrante. A Capela dos Scrovegni tem os frescos de Giotto, considerados um dos marcos da arte ocidental. A Basílica de Santo António e um importante local de peregrinação. O Prato della Valle e uma das maiores praças da Europa, com um canal elíptico e 78 estátuas.
Lombardia
Milão e a capital econômica e da moda Itáliana, uma cidade que olha mais para o futuro do que para o passado. Mas não se deixe enganar pela fachada moderna: Milão guarda tesouros extraordinários. O Duomo e a maior catédral gótica de Itália, e subir aos seus terraços oferece vistas espetaculares sobre a cidade e os Alpes em dias limpós. A Galeria Vittorio Emanuele II ao lado e um dos centros comerciais mais elegantes do mundo, com os seus mosaicos e cúpula de vidro.
A Última Ceia de Leonardo da Vinci no refeitório de Santa Maria delle Grazie e uma das obras de arte mais famosas do mundo - reserve com semanas de antecedência. O Teatro alla Scala e o templo mundial da opera, e o Castelo Sforzesco alberga vários museus, incluindo a última escultura inacabada de Miguel Ângelo. A Pinacoteca de Brera tem uma coleção de arte excepcional, e o bairro de Navigli com os seus canais e o local ideal para um aperitivo ao fim da tarde.
Bergamo divide-se em duas: a cidade baixa moderna e a cidade alta medieval, ligadas por funicular. A Piazza Vecchia na cidade alta e considerada por Le Corbusier a praça mais bela da Europa. A Capela Colleoni e a Basílica de Santa Maria Maggiore são joias arquitetónicas. As Muralhas Venezianas são património UNESCO e oferecem um passeio com vistas espetaculares.
Brescia e muitas vezes ignorada pelos turistas, o que e uma pena. O Capitólio de Brixia e um dos templos romanos mais bem preservados do norte de Itália. O Museu Santa Giulia ocupa um antigo convento e apresenta a história da cidade desde a pré-história. A Piazza della Loggia e uma praça renascentista elegante, e o Castelo de Brescia oferece vistas panorâmicas.
A Lombardia inclui ainda os lagos do norte - Como, Garda, Maggiore - com as suas vilas elegantes e jardins luxuosos, uma paísagem que inspira viajantes ha séculos.
Emília-Romanha
A Emília-Romanha e a região gastronômica de Itália por excelência. Aqui nasceram o presunto de Parma, o parmigiano reggiano, o vinagre balsâmico de Modena, a mortadela de Bolonha, os tortellini, a lasanha e o ragu. Uma viagem por esta região e uma peregrinação culinária.
Bolonha e a capital regional, uma cidade universitária vibrante com a mais antiga universidade da Europa ocidental (fundada em 1088). A Piazza Maggiore e o coração da cidade, dominada pela imponente Basílica de San Petronio (inacabada, mas ainda assim uma das maiores igrejas de Itália). As Torres dos Asinelli e Garisenda são o símbolo da cidade - suba os 498 degraus da Torre degli Asinelli para vistas espetaculares. O Teatro Anatómico do Archiginnasio e uma joia oculta, e o Complexo de Santo Stefano, conhecido como as 'Sete Igrejas', e um labirinto de capelas medievais. Os pórticos de Bolonha, que se estendem por mais de 40 km, são património UNESCO.
Parma e a cidade do presunto e do queijo homonipós. Mas e também uma cidade elegante com um centro histórico compacto e agradável. O Duomo tem frescos extraordinários de Correggio, e o Batisterio em mármore rosa e uma obra-prima românica. O Teatro Farnese, todo em madeira, foi um dos primeiros teatros permanentes de Itália.
Modena e a terra do vinagre balsâmico e dos carros de luxo. A Catédral, a Torre Ghirlandina e a Piazza Grande são património UNESCO. Os fascinados por automóveis podem visitar o Museu Enzo Ferrari e o Museu Ferrari em Maranello, a poucos quilómetros.
Ravena foi capital do Império Romano do Ocidente e guarda os mosaicos bizantinos mais extraordinários fora de Istambul. A Basílica de San Vitale e o Mausoléu de Galla Placidia são experiências transcendentes - o brilho dourado dos mosaicos em fundos azuis e inesquecível. Ravena e também onde Dante esta enterrado, tendo morrido aqui no exílio.
Liguria
A Liguria e a Riviera Itáliana, uma faixa estreita de costa entre os Alpes e o Mar da Liguria. Génova e a capital, uma cidade portuária com um centro histórico labiríntico, declarado património UNESCO. Os caruggi (ruelas) do centro escondem palácios extraordinários como os da Strada Nuova, que albergam museus com obras de Rubens, Van Dyck e Caravaggio. O Porto Antico renovado por Renzo Piano e o Aquário de Génova são atrações modernas. A Spianata Castelletto oferece a melhor vista sobre a cidade.
Mas a Liguria e sobretudo conhecida pelas Cinque Terre, cinco aldeias piscatórias (Monterosso, Vernazza, Corniglia, Manarola e Riomaggiore) agarradas a falésias sobre o mar. Os trilhos pedestrês que as ligam oferecem vistas espetaculares, e cada aldeia tem o seu caratér próprio. Chegue cedo ou tarde no dia para evitar as multidões - as Cinque Terre são vitimas do seu próprio sucesso. Portofino, Santa Margherita Ligure e a Baía de Portovenere são alternativas mais tranquilas.
Piemonte
Turim (Torino) e a antiga capital de Itália e sede da dinastia Saboia. E uma cidade elegante de grandes avenidas e praças geométricas, com uma herança arquitetónica barroca notável. O Museu Egípcio e o segundo maior do mundo (após o do Cairo). A Mole Antonelliana e o símbolo da cidade, albergando o Museu Nacional do Cinema. O Palácio Real e a Piazza Castello são o coração histórico.
Turim e também a cidade do chocolaté (o gianduja nasceu aqui), do café (os históricos cafés como o Bicerin e o Caffe San Carlo), e do vermouth. Os mercados como o Porta Palazzo são experiências sensoriais. Nos arredores, a Reggia di Venaria e as residências Saboia são património UNESCO, e as Langhe e o Monferrato oferecem alguns dos melhores vinhos de Itália (Barolo, Barbaresco, Nebbiolo).
Friuli-Venezia Giulia
Trieste e uma cidade de fronteira com uma identidade única, misturando influencias Itálianas, Áustriacas e eslavas. Foi o principal porto do Império Austro-Húngaro, e essa herança reflete-se na arquitetura grandiosa da Piazza Unita d'Itália, a maior praça da Europa com vista para o mar. O Castelo de Miramare e os seus jardins são românticos. Trieste foi refugio de Jamês Joyce, Italo Svevo e Umberto Sabá, e a tradição dos cafés literários mantém-se viva.
Umbria
A Umbria e chamada o 'coração verde de Itália', uma região de colinas cobertas de florestas, aldeias medievais e tradições místicas. Perugia e a capital, uma cidade universitária animada com um centro histórico medieval bem preservado. A Fonte Maior na praça principal e uma obra-prima do século XIII. A Galeria Nacional da Umbria tem uma excelente coleção de arte, e a Rocca Pãolina e uma fortaleza subterrânea fascinante. Perugia e famosa pelo seu chocolaté (a fabrica Perugina pode ser visitada) e pelo festival de jazz em julho.
Assis, a poucos quilómetros, e a cidade de São Francisco, e a Basílica com os frescos de Giotto e um local de peregrinação e uma obra-prima artística. Spoleto, Orvieto (com a sua catédral espetacular), Gubbio e Todi são outras joias umbricas.
Campânia
Nápoles e uma cidade que divide opiniões: caótica, ruidosa, suja, mas também autentica, apaixonante, com uma energia única. O centro histórico, património UNESCO, e um labirinto de ruelas onde a vida acontece na rua. A Spaccanapoli, a rua que 'parte' a cidade ao meio, e a espinha dorsal do centro antigo. O Museu Arqueológico Nacional tem a maior coleção de artefactos romanos do mundo, incluindo os tesouros de Pompeia e Herculano.
A Capela Sansevero com o Cristo Velado e uma das esculturas mais impressionantes que verá. O Duomo guarda o sangue de San Gennaro, que se liquefaz miraculosamente três vezes por ano. O Castel dell'Ovo sobre a ilhota de Megaride e o Castel Nuovo na praia são fortalezas imponentes. O Nápoles Subterrâneo e as Catacumbas de San Gennaro revelam a cidade sob a cidade.
A Praça do Plebiscito, o Palácio Real e o Teatro San Carlo (o mais antigo teatro de opera em funcionamento do mundo) formam o coração monumental. O Museu de Capodimonte tem uma coleção de arte excepcional num palácio com vista sobre a cidade e o golfo. A Certosa di San Martino e o Castel Sant'Elmo na colina do Vomero oferecem as melhores vistas de Nápoles e do Vesúvio.
Mas Nápoles e também a cidade da pizza - aqui nasceu a margherita. As pizzarias históricas como Da Michele, Sorbillo e Di Matteo são lugares de peregrinação. E depois ha a Costa Amalfitana a pouca distancia, com Amalfi e os seus limoeiros, a Catédral árabe-normanda, o Museu do Papel e praias como a Marina Grande. A Gruta Esmeralda e a Valle dei Mulini são atrações singulares. Pósitano, Ravello e Sorrento completam este litoral de sonho. Pompeia, Herculano e o Vesúvio são excursões obrigatórias desde Nápoles.
Puglia
A Puglia e o 'salto' da bota Itáliana, uma região que so recentemente começou a atrair turismo internacional, mantendo uma autenticidade que outras regiões perderam. Bari e a capital, uma cidade portuária com um centro histórico fascinante. A Basílica de São Nicolau guarda as relíquias do santo (sim, o Pai Natal), e e um importante local de peregrinação ortodoxa. O Bari Vecchia com as suas ruelas labirinticas e onde as senhoras ainda fazem orecchiette a porta de casa, na Rua das Orecchiette. O Castelo Normando-Suevo e o Teatro Petruzzelli são outros pontos de interesse.
Lecce e chamada a 'Florença do Sul', uma cidade barroca deslumbrante construida em pedra local dourada. A Basílica de Santa Croce e a Piazza del Duomo são obras-primas barrocas. O Anfiteatro Romano no centro da cidade foi descoberto apenas no século XX.
Alberobello com os seus trulli (casas cónicas de pedra únicas no mundo), Ostuni a 'cidade branca', Polignano a Mare com a sua praia entre falésias, Trani com a sua catédral românica sobre o mar - a Puglia e uma sucessão de descobertas. A gastronomia e simples mas deliciosa: burrata, orecchiette alle cime di rapa, taralli, frise e os vinhos Primitivo e Negroamaro.
Basilicata
Matéra e uma das cidades mais extraordinárias de Itália e do mundo. Os Sassi, bairros de casas escavadas na rocha calcaria, foram habitados continuamente desde o Paleolítico, tornando Matéra uma das cidades mais antigas do mundo. Nos anos 1950, os Sassi foram evacuados devido as condicoes insalubres e chamados 'a vergonha de Itália'. Hoje, após uma notável reabilitação, são património UNESCO e um destino turístico de primeira linha. Muitas grutas foram transformadas em hotéis boutique, restaurantes e museus. A vista panorâmica sobre os Sassi ao por do sol e inesquecível.
Matéra foi cenário de vários filmês, incluindo 'A Paixão de Cristo' de Mel Gibson e o mais recente 'No Time to Die' de Jamês Bond. As igrejas rupestrês com frescos bizantinos, como a Santa Maria de Idris, são tesouros escondidos. A Catédral sobre o promontório oferece vistas espetaculares.
Sicília
A Sicília e um mundo a parte, uma ilha com uma história de invasões e dominações que deixaram um património cultural único: templos gregos, mosaicos romanos, catédrais árabe-normandas, palácios barrocos. E também uma terra de vulcões, praias e uma gastronomia extraordinária.
Palermo e a capital, uma cidade caótica e fascinante onde palácios barrocos convivem com mercados de rua ruidosos. A Catédral e uma mistura de estilos que reflete a história da cidade. O Palácio dos Normandos com a Capela Palatina e os seus mosaicos dourados e uma das maravilhas de Itália. O Teatro Massimo, o maior teatro de opera de Itália, foi cenário do final de 'O Padrinho III'. A Igreja da Martorana e a San Giovanni degli Eremiti com as suas cúpulas vermelhas são joias árabe-normandas.
Os mercados de Palermo são uma experiência sensorial: Ballaro, Vucciria e Capo oferecem comida de rua extraordinária (arancini, panelle, stigghiola, sfincione). As Catacumbas dos Capuchinos com 8000 múmias são macabras mas fascinantes. A poucos quilómetros, a Catédral de Monreale tem os mais impressionantes mosaicos bizantinos da Sicília.
Catânia e a segunda cidade da Sicília, reconstruida em estilo barroco após o terramoto de 1693 e a erupção do Etna. A Piazza del Duomo com a Fonte do Elefante e a Catédral de Santa Ágata e o coração da cidade. O Mosteiro Beneditino e um dos maiores da Europa. A Pescheria e um mercado de peixe vibrante. A Via Etnea e a artéria principal, com o Etna sempre visível ao fundo.
Taormina e o resort mais elegante da Sicília, empoleirado sobre uma falésia com vistas espetaculares sobre o mar e o Etna. O Teatro Grego e um dos mais bem preservados do mundo, ainda usado para concertos e festivais. Siracusa foi uma das maiores cidades do mundo antigo, rival de Aténas. O Parque Arqueológico de Neapolis com o teatro grego, a orelha de Dionísio e as pedreiras e impressionante. A Ilha de Ortigia e o centro histórico, um labirinto de ruelas barrocas sobre o mar.
O Etna, o vulcão ativo mais alto da Europa, pode ser visitado em excursões guiadas. O Vale dos Templos em Agrigento e um dos sítios arqueológicos mais importantes do Mediterrâneo. A Villa Romana del Casale em Piazza Armerina tem os maiores mosaicos romanos do mundo. As ilhas Eolias (Lipari, Stromboli, Vulcano) oferecem vulcanismo ativo e praias paradisíacas.
Sardenha
A Sardenha e diferente de qualquer outro lugar de Itália. Esta ilha no meio do Mediterrâneo tem uma cultura própria, uma língua própria (o sardo), e uma paísagem que vai de praias caribenhas a montanhas selvagens. A Costa Smeralda no nordeste e um playground para milionários, mas a maior parte da ilha mantém-se autentica e acessível.
Cagliari, a capital, tem um centro histórico medieval no alto de uma colina com vistas sobre o golfo. Alghero tem um centro histórico catalan e esta rodeada de algumas das melhores praias da ilha. O interior e pontuado de nuraghi, estruturas megalíticas únicas da civilização nuragica que floresceu aqui entre 1900 e 730 a.C. A Barbagia e a região mais selvagem e tradicional, onde ainda se pratica o pastoralismo ancestral. A gastronomia sarda e única: porceddu (leitão assado), culurgiones (ravioli sardos), pane carasau (pão finíssimo), pecorino sardo e os vinhos Cannonau e Vermentino.
Parques nacionais e natureza
Itália não e so cidades e arte - o país tem uma natureza extraordinária, protegida em 25 parques nacionais. Os Dolomitas no norte, património UNESCO, são uma das cadeias montanhosas mais espetaculares da Europa, com picos verticais de dolomite que mudam de cor ao por do sol (o fenômeno do enrosadira). Os Parques Nacionais de Stelvio e do Gran Paradiso oferecem trekking alpino de classe mundial.
As Cinque Terre combinam mar e montanha, com trilhos pedestrês entre aldeias sobre o Mediterrâneo. O Parque Nacional do Gargano na Puglia tem praias escondidas, florestas e a Foresta Umbra. Na Sardenha, o Parque Nacional do Golfo di Orosei-Gennargentu combina montanhas selvagens e praias acessíveis apenas por barco ou a pe. Os vulcões Itálianos - Etna, Stromboli, Vesúvio - oferecem paísagens lunares e a póssibilidade de observar vulcanismo ativo.
Quando visitar
Itália pode ser visitada durante todo o ano, mas cada estação tem as suas vantagens e desvantagens.
Primavera (marco a maio) e póssívelmente a melhor época para visitar Itália. O tempo e agradável (15-22C), as multidões ainda não chegaram, e a paísagem esta verde e florida. A Pascoa em Roma e uma experiência especial (mas muito concorrida). Abril e maio são ideais para a Toscana e a Umbria.
Verão (junho a agosto) e a época alta, com preços mais altos, multidões nas principaís atrações, e calor intenso no sul (35-40C). As cidades do norte são mais suportáveis. E a época das férias Itálianas - em agosto, especialmente na segunda quinzena (ferragosto), muitos estabelecimentos fecham nas cidades e os Itálianos vao para a costa. As praias estao lotadas, mas e a única época para os festivais de opera ao ar livre (Verona, Macerata).
Outono (setembro a novembro) e excelente, especialmente setembro e inicio de outubro. O tempo ainda e agradável, as multidões diminuem após meados de setembro, e e a época das vindimas e da apanha da azeitona na Toscana e Umbria. Novembro pode ser chuvoso.
Inverno (dezembro a fevereiro) e a época baixa nas cidades de arte (exceto o período de Natal e Ano Novo). Veneza no inverno tem uma atmosfera mágica, embora sujeita a acqua alta (inundações). O Carnaval de Veneza (fevereiro/marco) e espetacular mas muito concorrido. E a época para esquiar nos Alpes e Dolomitas. O sul (Sicília, Puglia) tem invernos suaves e pode ser visitado com conforto.
Festivais e eventos a considerar:
- Carnaval de Veneza (fevereiro/marco)
- Pascoa em Roma
- Palio de Siena (2 de julho e 16 de agosto)
- Festival de Opera de Verona (junho a agosto)
- Biennale de Veneza (anos ímpares arte, anos pares arquitetura)
- Regata Storica de Veneza (primeiro domingo de setembro)
O que evitar:
- Agosto em Roma, Florença e Milão (cidades desertas pelos locais, calor extremo)
- Semana Santa e pontes de maio nas principaís cidades (multidões e preços altos)
- Veneza durante o Carnaval se não gosta de multidões
- Costa Amalfitana em agosto (estradas congestionadas)
Como chegar
Itália e bem servida por aeroportos internacionais. Para viajantes do Brasil e Portugal, as principaís portas de entrada são:
Roma Fiumicino (FCO) - O maior aeroporto de Itália, com voos diretos de Lisboa (TAP), São Paulo e Rio de Janeiro (LATAM, ITA Airways). Esta a 30 km do centro, ligado pelo comboio Leonardo Express (32 minutos até Termini, 14 euros).
Milão Malpensa (MXP) - Hub do norte, com voos diretos de Lisboa e conexões de São Paulo. O Malpensa Express liga ao centro em 50 minutos. Milão Linaté (LIN) serve voos domêsticos e europeus.
Veneza Marco Polo (VCE) - Acesso a Veneza e ao Veneto. Autocarros ATVO e Alilaguna (barco) ligam ao centro.
Nápoles Capodichino (NAP) - Porta de entrada para a Campânia. A 7 km do centro, servido por autocarro Alibus.
Outros aeroportos úteis: Florença Peretola (voos europeus), Pisa Galilei (low-cost para a Toscana), Palermo e Catânia (Sicília), Cagliari (Sardenha), Bolonha (Emília-Romanha).
Para brasileiros: Não e necessário visto para estadias até 90 dias no espaço Schengen. E obrigatório ter um passaporte valido por pelo menos 3 mêses após a data prevista de saída, seguro de viagem com cobertura mínima de 30.000 euros, e prova de meios de subsistência e alojamento. Embora raramente exigido, pode ser pedido na entrada.
Para portuguêses: Como cidadãos da UE, basta o Cartao de Cidadão para viajar para Itália. Não ha controlos de fronteira dentro do espaço Schengen.
Low-cost: Companhias como Ryanair, easyJet, Vueling e Wizz Air ligam Itália a dezenas de cidades europeias a preços acessíveis. Verifique aeroportos secundários (Bergamo para Milão, Ciampino para Roma, Treviso para Veneza).
Transporte dentro de Itália
Comboio: A rede ferroviária Itáliana e excelente para ligações entre as principaís cidades. A TrenItália (estatal) e a Italo (privada) operam comboios de alta velocidade (Frecciarossa, Frecciargento, Italo) que ligam Roma a Milão em 3 horas, Roma a Florença em 1h30, Roma a Nápoles em 1h10. Os preços variam muito consoante a antecedência da reserva - compre com semanas de antecedência para as melhores tarifas. Os comboios regionais são mais lentos e baratos, úteis para trajetos curtos.
Carro: Essencial para explorar o interior (Toscana, Umbria, Puglia) e áreas rurais. As estradas são boas, mas as autoestradas (autostrade) tem portagens elevadas. Aténção as ZTL (Zonas de Transito Limitado) nos centros históricos - cameras fotografam automaticamente e as multas chegam semanas depois. O estacionamento nos centros e difícil e caro. A gasolina e cara (1.80-2.00 euros/litro). Conduzir em Nápoles e Palermo não e para os fracos de coração. Alugar carro e útil para a Toscana, Puglia, Costa Amalfitana (fora de agosto), Sicília e Sardenha.
Autocarro: Empresas como FlixBus e Marino oferecem ligações econômicas entre cidades, especialmente úteis para destinos não servidos por comboio. Os autocarros SITA ligam a Costa Amalfitana.
Aviao: Voos domêsticos podem ser úteis para distancias longas (Roma-Sicília, Milão-Puglia). Companhias low-cost oferecem preços competitivos.
Ferry: Essencial para as ilhas. Ligações frequentes de Nápoles e Salerno para Capri, Ischia e Procida. De Génova, Livorno e Civitavecchia para a Sardenha. De Nápoles, Palermo e Milazzo para as ilhas Eolias. De Piombino para a Ilha de Elba. Reserve com antecedência no verão, especialmente se levar carro.
Transportes urbanos: As grandes cidades tem metro (Roma, Milão, Nápoles, Turim), autocarros e elétricos. Roma e Milão tem passes diários e semanais. Em Veneza, o transporte e feito de vaporetto (barco) - o passe turístico de vários dias compensa se planeia usar muito.
Código cultural
Os Itálianos são geralmente calorosos e expressivos. Algumas dicas para se integrar:
Cumprimentos: Entre conhecidos, dois beijos na face (começando pela esquerda) são normais. Com desconhecidos, um aperto de mão firme. O contacto visual e importante.
Vestuário: Os Itálianos vestem-se bem, mêsmo casualmente. Evite parecer demÁsiado turístico (chinelos, calcoes, camisolas de alças) se quiser ser bem tratado em restaurantes. Para igrejas, ombros e joelhos cobertos são obrigatórios.
Horários: O almoço e entre as 12:30 e 14:30, o jantar raramente antes das 20:00 (no sul, 21:00 ou mais tarde). Muitas lojas fecham para a pausa pranzo (almoço) entre as 13:00 e 16:00. Ao domingo, quase tudo fecha exceto restaurantes e atrações turísticas.
Café: O espresso ao balcão e um ritual. Sentar-se a mêsa custa mais (servizio al tavolo). O cappuccino so se bebe ao pequeno-almoço - pedi-lo após o almoço marca-lo-a como turista. O café 'Américano' (longo) existe mas não e bem visto.
Comida: A refeição Itáliana tem uma estrutura: antipasto (entrada), primo (massa ou arroz), secondo (carne ou peixe com contorno), dolce (sobremêsa), caffe. Não e obrigatório pedir tudo, mas respeite a ordem. Pedir cappuccino com a refeição ou ketchup para a massa e um sacrilégio. Pão para molhar o molho (fare la scarpetta) e aceitável em contextos informais.
Gorjetas: Não são obrigatórias nem esperadas como nos EUA. O 'coperto' (couvert) e automaticamente adicionado a conta em muitos restaurantes (1-3 euros por pessoa). Se o serviço foi excelente, arredondar a conta ou deixar 5-10% e apreciado mas não obrigatório. Em bares e cafés, não se deixa gorjeta.
Furar filas: Os Itálianos nem sempre respeitam filas ordeiras. Seja assertivo mas educado. Em lojas pequenas, cumprimente ao entrar ('Buongiorno') e despeça-se ao sair ('Arrivederci').
Barulho: Os Itálianos falam alto e gesticulam muito - e normal, não estao a discutir. O silencio pode ser interpretado como frieza ou desinteresse.
Pontualidade: E mais flexível no sul. Para reuniões de negócios, seja pontual. Para jantares sociais, 15-30 minutos de atráso e aceitável.
Segurança
Itália e um país seguro para turistas. Os principaís riscos são:
Carteiristas: Activos em zonas turísticas, transportes públicos e mercados. Roma (metro, Termini, Vaticano, Fontana di Trevi), Florença, Milão, Nápoles e Veneza são os locais mais problemáticos. Use bolsas cruzadas ao corpo, mantenha a carteira no bolso da frente, cuidado com distraccoes organizadas (alguém esbarra em si enquanto outro rouba).
Golpes turísticos: 'Artistas de rua' que forçam interação e depois exigem pagamento. Vendedores de pulseiras que as amarram ao seu pulso e exigem dinheiro. Falsos voluntários com peticoes. Restaurantes sem preços visíveis que cobram fortunas (verifique sempre o menu com preços antes de sentar).
Conduzir: Os Itálianos conduzem de forma agressiva, especialmente no sul. Aténção a motas que passam entre filas. Em Nápoles, os semáforos são 'sugestões'.
Praias: Correntes podem ser fortes, especialmente na costa oeste. Respeite bandeiras e avisos.
Zonas a evitar: Arredores das estações ferroviárias a noite (Roma Termini, Nápoles Centrale, Milão Centrale). Alguns bairros periféricos de grandes cidades. Nápoles tem zonas controladas pela Camorra - mantenha-se no centro turístico.
Números de emergência:
- 112 - Número europeu de emergência (funciona para tudo)
- 113 - Policia
- 115 - Bombeiros
- 118 - Emergência médica
Saúde e medicina
Itália tem um sistema de saúde público de qualidade. Cidadãos da UE (incluindo portuguêses) devem trazer o Cartao Europeu de Seguro de Doença (CESD), que da acesso a cuidados médicos nas mêsmas condicoes que os Itálianos. Brasileiros devem ter seguro de viagem com cobertura médica (obrigatório para entrada no espaço Schengen).
As farmácias (farmácia) são identificadas por uma cruz verde. Os farmacêuticos Itálianos são bem formados e podem aconselhar sobre problemas menores. Médicamentos comuns estao disponíveis sem receita. As farmácias de serviço (turnos noturnos e feriados) estao indicadas na porta de todas as farmácias.
Para emergências, dirija-se ao Pronto Soccorso (urgências) do hospital mais próximo. A água da torneira e potável em toda a Itália.
Dinheiro e orçamento
A moeda e o euro. Itália e um país caro, especialmente nas zonas turísticas, mas ha formas de controlar custos.
Custos típicos:
- Espresso ao balcão: 1-1.50 euros
- Espresso sentado: 2.50-5 euros
- Pizza numa pizzaria: 7-12 euros
- Refeição em trattoria: 15-25 euros
- Refeição em restaurante medio: 30-50 euros
- Gelato (2 bolas): 2.50-4 euros
- Garrafa de água (supermercado): 0.30-0.50 euros
- Garrafa de água (zona turística): 2-3 euros
- Bilhete de metro/autocarro: 1.50-2 euros
- Entrada em museu: 12-25 euros
- Quarto duplo em hotel medio: 100-180 euros
- Hostel (cama em dormitório): 25-45 euros
Poupar dinheiro:
- Coma de pe ao balcão em vez de sentado (muitas vezes metade do preço)
- Almoço em vez de jantar nos restaurantes (menu fisso mais barato)
- Compre água e snacks em supermercados, não em zonas turísticas
- Muitas igrejas são gratuitas e tem arte extraordinária
- Primeiro domingo do mês, muitos museus estatais são gratuitos
- Passes de cidade (Roma Pass, Firenze Card) compensam se visitar varias atrações
- Reserve comboios com antecedência para tarifas mais baixas
- Apartamentos com cozinha permitem poupar em refeicoes
Pagamentos: Cartões de credito e debito são aceites na maioria dos estabelecimentos, mas pequenos comércios e trattorias tradicionais podem preferir dinheiro. Leve sempre algum dinheiro. Multibancos (Bancomat) estao disponíveis em todo o lado - evite os independentes que cobram comissões altas.
Roteiros sugeridos
7 dias: Clássicos do norte
Dia 1-2: Roma
Chegue a Roma e instale-se. Primeiro dia dedicado ao centro histórico: Panteão, Praça Navona, Fonte de Trevi, Escadaria da Praça de Espanha. Passeie por Trastevere ao fim da tarde e jante numa trattoria local. Segundo dia para a Roma Antiga: Coliseu, Fórum Romano, Palatino. A tarde, Castelo de Santo Ângelo e passeio pelo Lungotevere.
Dia 3: Vaticano e partida para Florença
Manha dedicada ao Vaticano: Museus Vaticanos (reserve online com antecedência), Capela Sistina, Basílica de São Pedro. Subir a cúpula para vistas espetaculares. A tarde, comboio de alta velocidade para Florença (1h30). Passeio de orientação pelo centro, jantar na zona de Santa Croce.
Dia 4: Florença
Manha: Galeria da Academia (David), Duomo e subida a cúpula. Almoço no Mercato Centrale. Tarde: Galeria Uffizi (reserve com antecedência), Ponte Vecchio, Oltrarno. Por do sol no Piazzale Michelangelo.
Dia 5: Toscana
Excursão de carro ou tour organizado: Siena (Piazza del Campo, Duomo), almoço. Tarde em San Gimignano (torres medievais, gelato premiado) ou Val d'Orcia. Regresso a Florença ou noite em Siena.
Dia 6: Veneza
Comboio de alta velocidade para Veneza (2h). Tarde a explorar: Basílica de São Marcos, Palácio Ducal, Ponte dos Suspiros. Passeio pelo bairro de Dorsoduro, aperitivo num bacaro (bar típico veneziano). Jantar na zona de Cannaregio para evitar preços turísticos.
Dia 7: Veneza e partida
Manha: Ponte de Rialto e mercado de peixe (fecha ao domingo e segunda). Excursão a Murano e Burano ou Galeria da Academia. Perca-se pelos sestieri menos turísticos. Partida do aeroporto Marco Polo.
10 dias: Norte a sul
Dias 1-4: Como acima (Roma, Florença, Veneza)
Dia 5: Veneza - Verona - Milão
Manha em Veneza. Comboio para Verona (1h15). Tarde em Verona: Arena, Piazza delle Erbe, Casa de Julieta, rio Adige. Final de tarde, comboio para Milão (1h20). Noite nos Navigli.
Dia 6: Milão
Manha: Duomo e terraços, Galeria Vittorio Emanuele II. Última Ceia (se conseguiu reservar com antecedência). Almoço no bairro de Brera, visita a Pinacoteca. Tarde: Castelo Sforzesco, Parque Sempione. Compras no Quadrilatéro della Moda.
Dia 7: Milão - Nápoles
Voo matinal ou comboio de alta velocidade (4h30) para Nápoles. Tarde a explorar o centro histórico: Spaccanapoli, Duomo, Capela Sansevero. Pizza para jantar em Da Michele ou Sorbillo.
Dia 8: Nápoles
Manha: Museu Arqueológico Nacional. Almoço no mercado de Pignasecca. Tarde: Castel dell'Ovo, lungomare, Praça do Plebiscito. Subida ao Vomero: Certosa di San Martino, vistas sobre a baía e o Vesúvio.
Dia 9: Pompeia e Costa Amalfitana
Excursão a Pompeia (comboio Circumvesuviana, 40 min). Meio dia nas ruínas. A tarde, transfer para a Costa Amalfitana. Noite em Amalfi ou Pósitano.
Dia 10: Costa Amalfitana e partida
Manha a explorar a costa: Ravello (vistas, jardins), Amalfi (Catédral, Museu do Papel), ou Pósitano (praia, compras). Regresso a Nápoles para voo/comboio de partida.
14 dias: Itália completa
Dias 1-3: Roma
Três dias completos permitem explorar Roma em profundidade. Dia 1: Centro histórico e Trastevere. Dia 2: Roma Antiga (Coliseu, Fórum, Palatino) e Aventino (Jardim das Laranjas, buraco da fechadura dos Cavaleiros de Malta). Dia 3: Vaticano completo (museus, basílica, cúpula) e bairro de Prati. Opcional: excursão a Tivoli (Villa d'Este, Villa Adriana).
Dias 4-5: Toscana
Comboio para Florença. Dia 4: Florença (Duomo, Uffizi, Ponte Vecchio). Dia 5: Carro alugado para Siena, San Gimignano, Val d'Orcia. Noite em agroturismo na zona de Chianti.
Dia 6: Toscana - Bolonha
Manha na Toscana (Montalcino, Pienza ou Montepulciano). Tarde, viagem para Bolonha. Noite a explorar a cidade: Piazza Maggiore, pórticos, jantar com tortellini in brodo e tagliatélle al ragu.
Dia 7: Bolonha - Parma - Modena
Manha em Bolonha: Torre degli Asinelli, Sette Chiese. Excursão a Parma (Duomo, Batisterio, almoço com presunto e parmigiano) e Modena (Duomo UNESCO, vinagre balsâmico, Museu Ferrari). Regresso a Bolonha ou noite em Modena.
Dias 8-9: Veneza
Comboio para Veneza. Dois dias permitem explorar além dos pontos óbvios. Dia 8: São Marcos, Palácio Ducal, Rialto. Dia 9: Ilhas (Murano, Burano, Torcello) ou bairros menos turísticos (Castello, Giudecca).
Dia 10: Veneza - Verona - Lago de Garda
Manha em Veneza. Comboio para Verona, tarde na cidade. Ao final da tarde, deslocação ao Lago de Garda (Sirmione ou Desenzano). Noite junto ao lago.
Dia 11: Lago de Garda - Milão
Manha no Lago de Garda (Sirmione, Gardone Riviera ou Riva del Garda consoante a localização). Tarde, viagem para Milão. Noite a explorar a cidade.
Dia 12: Milão - Nápoles
Manha em Milão (Duomo, Última Ceia se reservado). Voo ou comboio para Nápoles. Tarde e noite no centro histórico napolitano.
Dias 13-14: Nápoles e Costa Amalfitana
Dia 13: Pompeia de manha, Costa Amalfitana a tarde. Noite em Amalfi, Pósitano ou Ravello. Dia 14: Explorar a costa, regresso a Nápoles para partida.
21 dias: Itália profunda
Este roteiro estende o de 14 dias com adições no sul:
Dias 1-12: Como acima
Dias 13-14: Nápoles em profundidade
Dois dias completos em Nápoles: museus, catacumbas, bairros populares, gastronomia.
Dias 15-16: Costa Amalfitana e Capri
Dia 15: Costa Amalfitana (Amalfi, Ravello, Pósitano). Dia 16: Excursão a Capri (Gruta Azul, Anacapri, jardins).
Dias 17-18: Puglia
Voo ou comboio noturno para Bari. Dia 17: Bari Vecchia, Basílica de São Nicolau. Excursão a Alberobello (trulli) e Polignano a Mare. Dia 18: Lecce barroca, praia no Salento.
Dias 19-21: Sicília
Voo para Palermo. Dia 19: Palermo (Catédral, Capela Palatina, mercados). Excursão a Monreale. Dia 20: Taormina (Teatro Grego) e encostas do Etna. Dia 21: Catânia barroca, partida.
Alternativa Matéra: Substitua um dia da Puglia por Matéra - fácilmente visitável desde Bari (1h de carro). Os Sassi merecem pelo menos uma noite.
Conectividade e internet
Itália tem boa cobertura de rede móvel. Viajantes da UE (incluindo portuguêses) beneficiam do roaming gratuito - o seu plano de dados funciona em Itália como em casa. Brasileiros devem verificar com a sua operadora as tarifas de roaming, que podem ser elevadas.
Alternativas para brasileiros:
- Comprar um SIM Itáliano a chegada (TIM, Vodafone, WindTre, Iliad). Iliad oferece os melhores preços para planos pré-pagos com dados.
- eSIM internacional (Airalo, Holafly)
- Pocket WiFi alugado
WiFi gratuito esta disponível em muitos cafés, restaurantes e hotéis, embora a qualidade varie. Aeroportos e estações tem WiFi gratuito (com registo). Algumas cidades tem WiFi público em praças principaís.
Gastronomia
A gastronomia Itáliana e regional por excelência. Cada zona tem as suas especialidades:
Roma e Lázio: Carbonara (ovos, guanciale, pecorino, pimenta preta - sem natas!), cacio e pepe, amatriciana, saltimbocca alla romana, carciofi alla giudia (alcachofras fritas a moda judaica), suppli (bolinhos de arroz fritos).
Toscana: Bistecca alla fiorentina (corte alto de vitela, mal passado), ribollita (sopa de pão e legumês), pappa al pomodoro, pici (massa grossa), cinghiale (javali), cantucci com vin santo.
Emília-Romanha: Tortellini in brodo, tagliatélle al ragu (não 'bolonhesa'), lasagne, parmigiano reggiano, prosciutto di Parma, mortadela, aceto balsâmico tradizionale, crescentine/tigelle.
Veneto: Risotto (nero di seppia, radicchio), fegato alla veneziana (fígado com cebola), sarde in saor (sardinhas agridoces), baccala mantecato, cicchetti (tapas venezianas), tiramisu.
Lombardia: Risotto alla milanese (com acafrao), cotoletta alla milanese, ossobuco, pizzoccheri della Valtellina, casoncelli, panettone.
Liguria: Pesto genovese (sem pinhões e natas no original), focaccia, farinata (crepe de grão-de-bico), trofie, pansotti.
Piemonte: Vitello tonnato, bagna cauda, agnolotti, tajarin, bollito misto, fonduta, gianduja, Barolo e Barbaresco.
Nápoles e Campânia: Pizza napoletana (margherita, marinara), pasta e fagioli, parmigiana di melanzane, frutti di maré, sfogliatélla, baba, limoncello.
Puglia: Orecchiette con cime di rapa, burrata, taralli, frise, tiella (empada de batata e mexilhão), pasticciotto.
Sicília: Arancini, caponata, pasta con le sarde, pasta alla norma, couscous di Trapani, cannoli, cassata, granita con brioche.
Sardenha: Porceddu (leitão assado), culurgiones, malloreddus, pane carasau, fregola, seadas (doce frito com queijo e mel).
Dicas gastronômicas:
- Evite restaurantes com menus em 10 línguas e fotos de comida - são armadilhas turísticas.
- Procure onde os locais comem, especialmente ao almoço.
- As trattorias (informais) e osterias (ainda mais informais) costumam ter melhor relação qualidade-preço que os ristoranti.
- O menu turístico e quase sempre mau - evite.
- Peça recomendações aos locais ou funcionários do hotel.
- A pizza em Nápoles come-se com as mãos, dobrada; no resto de Itália, com talher.
- O vinho da casa (vino della casa) e geralmente bom e muito mais barato que os vinhos de carta.
Compras
Itália e um paraíso para compras, desde alta moda a artesanato tradicional.
Moda: Milão e a capital mundial da moda. O Quadrilatéro della Moda (Via Montenapoleone, Via della Spiga) tem todas as grandes marcas. Outlets como Serravalle (perto de Milão), The Mall (Toscana) e Castel Romano (perto de Roma) oferecem descontos significativos. Roma (Via Condotti, Via del Corso) e Florença (Via Tornabuoni) também tem excelentes compras.
Couro: Florença e a capital do couro Itáliano. O mercado de San Lorenzo tem artigos de qualidade variável - examine bem. A Scuola del Cuoio (dentro de Santa Croce) produz artigos de altíssima qualidade. Bolsas, cintos, casacos e sapatos são as melhores compras.
Vidro: Murano (Veneza) e sinonimo de vidro artístico desde o século XIII. Visite as fabricas para ver artesãos em ação. Cuidado com imitações chinêsas vendidas em Veneza - o autentico Murano tem certificação.
Cerâmica: Deruta (Umbria), Vietri (Costa Amalfitana), Caltagirone (Sicília) são centros de produção cerâmica com tradições seculares. Majolica colorida e uma ótima lembrança.
Alimentação: Azeite extra-virgem, vinagre balsâmico (o tradicional de Modena ou Reggio Emília, não o industrial), queijos (parmigiano reggiano, pecorino), presuntos (prosciutto di Parma, San Daniele), trufas (Umbria, Piemonte), massas artesanais, vinhos regionais.
Papel: Florença e Amalfi tem tradições de papel marmorizado e papel feito a mão. Cadernos, papeis de carta e álbuns são ótimas lembranças.
Tax Free: Residentes fora da UE (incluindo brasileiros) podem obter reembolso do IVA (22%) em compras acima de 154.94 euros por loja. Peça o formulário Tax Free na loja, faça carimbar na alfandega a saída da UE, e obtenha o reembolso (em dinheiro no aeroporto ou por cartão).
Aplicações úteis
- Google Maps / Maps.me: Navegação e mapas offline
- TrenItália / Italo Trenó: Compra de bilhetes de comboio
- Moovit: Transportes públicos em tempo real
- TheFork (LaFourchette): Reservas de restaurantes, por vezes com descontos
- TripAdvisor: Avaliações de restaurantes e atrações (use com critério)
- Google Translaté: Tradução de menus e sinais (função camera)
- Roma Pass / Firenze Card apps: Gestão de passes turísticos
- Musement / GetYourGuide: Reserva de bilhetes e tours
- Vaporetto: Transportes em Veneza
- Free Now / Uber: Táxis (Uber so em grandes cidades)
Conclusão
Itália e um daqueles destinos que parece impóssível cobrir numa vida, quanto mais numa viagem. A cada esquina ha uma igreja com um fresco desconhecido, uma trattoria com uma receita familiar guardada ha gerações, uma vista que tira o fôlego, uma história que faz repensar tudo o que sabíamos. E isso que torna Itália viciante - voltamos sempre, e cada vez descobrimos algo novo.
O segredo para aproveitar Itália e não tentar ver tudo. Escolha uma região, mergulhe nela, perca-se pelas suas ruas, sente-se nas suas praças, prove os seus sabores, converse com os seus habitantes. A Itália revela-se aos que abrandam o passo e se deixam surpreender. Aquela trattoria sem nome que o taxista recomendou, aquela igrejinha fechada cuja porta o sacristão abriu so para si, aquele por do sol sobre os telhados que nenhum guia mencionava - são esses os momentos que ficam.
E depois de regressar a casa, quando provar aquela massa que nunca sabe igual, quando sentir saudades daquele espresso ao balcão, quando sonhar com aquela luz dourada sobre as colinas toscanas - saberá que e hora de voltar. Itália espera por si, com a mêsma beleza de sempre e novas surpresas por descobrir. Buon viaggio!
Informação atualizada para 2026. Verifique sempre os requisitos de visto e preços antes da sua viagem.