Praslin
Praslin 2026: O que saber antes de viajar
Praslin é a segunda maior ilha das Seychelles e, na minha opinião, a mais equilibrada para quem busca natureza exuberante sem abrir mão de infraestrutura turística. Diferente de Mahe, que pode parecer agitada demais, ou de La Digue, que é quase rústica, Praslin oferece o meio-termo perfeito: praias de tirar o fôlego, florestas primitivas e opções de hospedagem para todos os bolsos.
Para brasileiros, chegar até aqui exige paciência. Não há voos diretos do Brasil para as Seychelles. A rota mais comum sai de São Paulo (GRU) com conexão em Dubai pela Emirates ou em Doha pela Qatar Airways, seguida de voo doméstico de Mahe para Praslin. O trajeto total leva entre 18 e 24 horas, dependendo das conexões. O voo doméstico de Mahe para Praslin dura apenas 15 minutos e oferece vistas espetaculares do arquipélago.
Uma alternativa é pegar o ferry de Mahe para Praslin. A travessia dura cerca de 1 hora e custa aproximadamente 55 EUR (cerca de 300 BRL) por trecho. O mar pode ser agitado, então leve remédios para enjoo se você for sensível.
Em termos de custos, Praslin não é um destino barato. Prepare-se para gastar entre 150 e 400 EUR por dia (800 a 2200 BRL) dependendo do seu estilo de viagem. A boa notícia é que existem opções econômicas que vou detalhar ao longo deste guia. A moeda local é a Rúpia Seichelense (SCR), mas o Euro é amplamente aceito em toda a ilha.
Regiões de Praslin: Onde se hospedar
Praslin tem apenas 38 km quadrados, mas cada região tem sua personalidade distinta. Conhecer essas diferenças vai te ajudar a escolher a base perfeita para sua estadia.
Grand Anse e Cote d'Or: O coração turístico
A região de Praia Cote d'Or e Grand Anse concentra a maior parte da infraestrutura turística de Praslin. Aqui você encontra a maioria dos hotéis, restaurantes, lojas de conveniência e agências de turismo. A praia de Cote d'Or tem cerca de 2 km de extensão e é perfeita para banho, com águas calmas e rasas que se estendem por vários metros. É o lugar ideal para famílias com crianças.
Os hotéis variam de guesthouses simples a resorts luxuosos. Para quem busca economia, recomendo as self-catering apartments - apartamentos com cozinha que permitem preparar suas próprias refeições. Encontra-se opções a partir de 80-120 EUR por noite (450-650 BRL). Já os resorts de luxo como o Constance Lemúria ou o Raffles Praslin partem de 600 EUR (3300 BRL) a diária.
A vantagem de ficar aqui é a praticidade: tudo está a pé ou a uma curta viagem de ônibus. A desvantagem é que pode ficar movimentado na alta temporada, especialmente entre dezembro e janeiro.
Anse Volbert: Tranquilidade com estrutura
Tecnicamente parte da mesma baía que Cote d'Or, Anse Volbert fica na ponta norte da praia e tem um clima mais sossegado. Os hotéis aqui tendem a ser menores e mais intimistas. É uma excelente escolha para casais em lua de mel ou quem prefere evitar multidões.
O acesso aos serviços de Grand Anse continua fácil - uma caminhada de 15-20 minutos pela praia ou 5 minutos de carro. Os preços são similares a Grand Anse, talvez levemente mais altos nos estabelecimentos boutique.
Anse Lázio e arredores: Para os aventureiros
O noroeste da ilha, próximo à Praia Anse Lázio, é mais isolado e selvagem. Não há muito em termos de hospedagem ou restaurantes nessa região, mas é onde está a praia mais famosa de Praslin - frequentemente citada entre as mais bonitas do mundo.
Se você não se importa em alugar carro ou táxi regularmente, existem algumas villas de aluguel escondidas nas colinas com vistas espetaculares. São opções mais caras, geralmente a partir de 200 EUR por noite (1100 BRL), mas o isolamento e a privacidade compensam para muitos viajantes.
Baie Sainte Anne: O porto de entrada
Baie Sainte Anne é onde fica o cais principal de Praslin, ponto de chegada dos ferries de Mahe. A região tem um charme local autêntico, com pequenas lojas, o mercado de peixes e a igreja católica que domina a paisagem. É uma área mais residencial, com menos turistas perambulando.
A hospedagem aqui tende a ser mais barata - guesthouses familiares a partir de 50-70 EUR por noite (275-385 BRL). A desvantagem é que as praias não são tão espetaculares quanto as do outro lado da ilha, e você precisará de transporte para chegar aos principais atrativos.
Grand Fond e Vale de Mai: Imersão na natureza
A região central de Praslin, próxima ao Vale de Mai, é a mais verde e montanhosa da ilha. Poucas opções de hospedagem existem aqui, mas as que há oferecem uma experiência única de imersão na floresta tropical. Acordar com o som dos pássaros Black Parrot, endêmicos das Seychelles, não tem preço.
Eco-lodges nessa região custam entre 100-180 EUR por noite (550-990 BRL). A localização é estratégica para explorar tanto as praias do norte quanto do sul da ilha.
Minha recomendação para brasileiros
Para uma primeira visita de 5-7 dias, sugiro ficar em Grand Anse ou Cote d'Or. A praticidade compensa, especialmente se você não pretende alugar carro. Para estadias mais longas ou segundas visitas, explore as opções mais isoladas no noroeste ou nas colinas centrais.
Melhor época para visitar Praslin
As Seychelles têm clima tropical oceânico, o que significa temperaturas amenas o ano todo, entre 24 e 32 graus Celsius. Não existe inverno rigoroso nem verão escaldante. Porém, entender os padrões de vento e chuva faz toda diferença na sua experiência.
Alta temporada: Abril a Maio e Outubro a Novembro
Esses são os meses de transição entre as monções, quando o mar está mais calmo, a visibilidade para mergulho é excelente e as chuvas são esporádicas. É o período mais procurado e, consequentemente, mais caro. Reserve hotéis com pelo menos 3-4 meses de antecedência.
Abril e maio são particularmente especiais: o mar fica como uma piscina, perfeito para snorkeling em Praia Anse Georgette e nas ilhas próximas. As temperaturas ficam em torno de 28-30 graus com umidade moderada.
Monção de Noroeste: Dezembro a Março
É a estação mais úmida, com chuvas frequentes - geralmente pancadas fortes e rápidas no fim da tarde. O mar fica mais agitado no lado noroeste da ilha, enquanto as praias do sudeste permanecem calmas. A temperatura sobe um pouco, chegando a 32 graus nos dias mais quentes.
Apesar das chuvas, esse é um bom período para visitar se você quer economizar. Os preços caem até 30% fora do pico de Natal e Ano Novo. Janeiro e fevereiro são os meses mais baratos do ano. Para brasileiros em férias de verão, essa época coincide bem com nosso calendário.
Monção de Sudeste: Junho a Setembro
Ventos mais fortes chegam do sudeste, deixando o mar agitado em algumas praias. A vantagem é que chove bem menos, e o clima fica mais seco e fresco - uma combinação agradável para caminhadas no Vale de Mai ou trilhas na ilha.
Julho e agosto são movimentados por conta das férias europeias, então os preços sobem novamente. Se você planeja viajar nessa época, reserve com antecedência.
Dica prática
Independente da época, leve sempre um guarda-chuva compacto ou capa de chuva. As pancadas tropicais são imprevisíveis e passam rápido. E não deixe de conferir as condições do mar antes de escolher qual praia visitar no dia - os locais sabem exatamente qual lado da ilha está calmo.
Roteiro em Praslin: de 3 a 7 dias
Praslin é compacta, mas não se engane: há muito para fazer. Aqui está minha sugestão de roteiro, adaptável conforme seu ritmo e interesses.
Dia 1: Chegada e adaptação
Após a longa viagem do Brasil, não tente fazer muito no primeiro dia. Chegue ao seu hotel, descanse e explore a praia mais próxima. Se estiver hospedado em Praia Cote d'Or, caminhe pela areia, mergulhe os pés na água morna e deixe o jet lag se dissipar naturalmente.
No fim da tarde, vá até um dos bares pé-na-areia para assistir ao pôr do sol com um drink local. O Suco de Coco Fresco (30-50 SCR, cerca de 12-20 BRL) é revigorante depois da viagem.
Dia 2: Vale de Mai - Patrimônio da UNESCO
Dedique a manhã ao Vale de Mai, a floresta primitiva que abriga o lendário Coco de Mer - a maior semente do mundo, com sua forma sugestiva que intriga visitantes há séculos. O parque abre às 8h e recomendo chegar cedo para evitar grupos de turistas.
A entrada custa 430 SCR (cerca de 140 BRL) para adultos. Existem três trilhas principais, todas bem sinalizadas. A trilha completa leva cerca de 2 horas em ritmo tranquilo. Fique atento aos pássaros Black Parrot - com sorte, você avistará essa espécie endêmica em perigo de extinção.
Após o Vale de Mai, almoço em um dos restaurantes locais próximos - o PK's Pasquiere oferece comida crioula autêntica a preços justos. À tarde, relaxe na praia ou explore a região de Baie Sainte Anne.
Dia 3: Anse Lázio - A praia dos sonhos
Reserve o dia inteiro para Praia Anse Lázio. Saia cedo - a praia fica lotada após as 10h com grupos de excursão. O acesso é por uma estrada sinuosa que sobe e desce as colinas. Se não tiver carro, o ônibus local passa regularmente (7 SCR, cerca de 3 BRL) ou táxis custam aproximadamente 150-200 SCR (50-65 BRL) da região de Grand Anse.
Leve snorkel e máscara - o canto direito da praia tem corais e peixes coloridos em abundância. Cuidado com as correntes no canto esquerdo, especialmente na monção de sudeste. O restaurante Bonbon Plume, bem na areia, serve almoço delicioso mas com preços elevados - espere gastar 50-80 EUR por pessoa (275-440 BRL) com bebidas.
Uma dica econômica: leve seu próprio lanche e água. Não há vendedores ambulantes na praia, mas também não há regras contra piquenique.
Dia 4: Anse Georgette e golf
Praia Anse Georgette é um segredo bem guardado. Tecnicamente dentro da propriedade do resort Constance Lemúria, o acesso é livre mas precisa ser agendado com antecedência. Ligue para o resort ou passe na recepção um dia antes para reservar seu horário.
A caminhada do resort até a praia leva cerca de 20 minutos por uma trilha na floresta. A praia em si é pequena, intimista e absurdamente bonita. Menos lotada que Anse Lázio, é perfeita para quem busca exclusividade sem pagar por ela.
Se você joga golfe, o Constance Lemúria tem o único campo de 18 buracos das Seychelles. O green fee é salgado (200+ EUR), mas a experiência de jogar com vista para o oceano é única.
Dia 5: Ilha Curieuse - Safari e tartarugas gigantes
Faça um passeio de barco até a Ilha Curieuse, a cerca de 15 minutos de navegação de Praslin. A ilha é um parque nacional famoso pelas tartarugas gigantes de Aldabra que vivem soltas. Você pode chegar pertinho delas, fazer fotos e até alimentá-las - uma experiência inesquecível.
Os tours saem de Cote d'Or ou Anse Volbert e custam entre 70-120 EUR por pessoa (385-660 BRL), geralmente incluindo almoço na praia e snorkeling. Reserve com antecedência na alta temporada. A trilha que atravessa a ilha passa por manguezais e ruínas históricas de um antigo leprosário - um pedaço surpreendente da história das Seychelles.
Dia 6: Ilha Aride - Santuário de aves
Para amantes de natureza, a Ilha Aride é parada obrigatória. É a reserva natural mais importante das Seychelles, lar de mais de um milhão de aves marinhas e várias espécies endêmicas de plantas.
Os passeios partem de Praslin apenas em determinados dias da semana e são cancelados quando o mar está agitado. O custo fica em torno de 100-150 EUR por pessoa (550-825 BRL). A visita inclui trilha guiada pela ilha com explicações sobre a fauna e flora. É fisicamente mais exigente que Curieuse, com subidas íngremes, mas a recompensa são vistas panorâmicas de tirar o fôlego.
Dia 7: Exploração livre e despedida
Use seu último dia para revisitar sua praia favorita, fazer compras de lembrancinhas em Grand Anse ou simplesmente relaxar no hotel. Se ainda tiver energia, alugue uma bicicleta e explore as estradas menos movimentadas da ilha - você descobrirá cantos escondidos que os tours não mostram.
Antes de ir embora, não deixe de visitar o mercado de peixes em Baie Sainte Anne pela manhã. Mesmo que não compre nada, é uma janela autêntica para a vida local.
Roteiro de 3-4 dias (versão compacta)
Se seu tempo for curto, priorize: Vale de Mai (manhã), Anse Lázio (tarde do mesmo dia ou dia seguinte), e um passeio de barco à Curieuse ou Aride. As praias próximas ao hotel preenchem o restante. É possível ver o essencial de Praslin em 3 dias completos, embora eu recomende pelo menos 5 para curtir sem pressa.
Onde comer em Praslin: restaurantes e cafés
A gastronomia de Praslin mistura influências crioulas, indianas, chinesas e francesas. Os frutos do mar são os protagonistas, sempre frescos e preparados com temperos locais intensos. Aqui estão minhas recomendações, organizadas por faixa de preço.
Opções econômicas (15-30 EUR por pessoa)
Pirogue Restaurant and Bar - Em Cote d'Or, oferece pratos crioulos a preços honestos. O curry de peixe com arroz e legumes custa cerca de 18 EUR (100 BRL) e vem em porção generosa. Ambiente casual, pé na areia, perfeito para almoço.
Café des Arts - Pequeno café com sanduíches, saladas e sucos naturais. Bom para um lanche rápido ou café da manhã tardio. Espere gastar 10-15 EUR (55-82 BRL) por pessoa.
Takeaways locais - Espalhados pela ilha, esses pequenos estabelecimentos vendem refeições prontas para viagem. Um prato de arroz com peixe grelhado sai por 80-120 SCR (26-40 BRL). Procure os que têm fila de locais - sinal de qualidade.
Gelateria de l'Isle - O melhor sorvete de Praslin, com sabores tropicais como coco, manga e maracujá. Uma bola custa cerca de 40 SCR (13 BRL). Localização em Grand Anse.
Faixa intermediária (30-60 EUR por pessoa)
Lés Lauriers Eco Hotel Restaurant - Menu crioulo com toques contemporâneos. O peixe papillote (assado no papel alumínio com ervas) é espetacular. Conta com bebidas fica em torno de 40-50 EUR (220-275 BRL). Ambiente agradável e atendimento amigável.
Coco Rouge - Restaurante indiano com opções vegetarianas generosas. Os curries são autênticos e picantes - avise se preferir mais suave. Pratos principais de 20-35 EUR (110-192 BRL).
Village du Pecheur - Especializado em frutos do mar, com lagosta, caranguejo e peixes variados. O ambiente é mais sofisticado, com vista para o mar. Reserve para jantar ao pôr do sol. Conta média de 50-70 EUR (275-385 BRL) com bebidas.
Opções de alto padrão (70+ EUR por pessoa)
Citronelle at Constance Lemúria - Gastronomia de resort cinco estrelas com ingredientes locais elevados a outro patamar. Menu degustação a partir de 120 EUR (660 BRL). Código de vestimenta smart casual.
Bonbon Plume - Direto na areia de Anse Lázio, oferece a experiência completa: pés na areia, brisa do mar e pratos refinados. Lagosta grelhada é a estrela do menu. Reserva essencial na alta temporada.
Deli Fourmi - Cozinha fusion criativa com forte influência francesa. Bom para ocasiões especiais. Conta facilmente passa de 100 EUR (550 BRL) para duas pessoas com vinho.
Para economia máxima
Se o orçamento está apertado, cozinhe no apartamento. O Praslin Supermarket em Grand Anse tem boa variedade de ingredientes, incluindo peixes frescos. O mercado de Baie Sainte Anne oferece produtos locais a preços menores. Com 30-40 EUR por dia (165-220 BRL), dá para comer muito bem preparando suas refeições.
O que provar: gastronomia de Praslin
A culinária seichelense é uma das mais subestimadas do mundo. Resultado de séculos de influências diversas, cada prato conta uma história. Aqui está o que você não pode deixar de experimentar.
Pratos principais
Curry de peixe crioulo - O prato nacional das Seychelles. Peixe fresco (geralmente jobfish, bourgeois ou capitaine) cozido em molho de curry com leite de coco, tomate e especiarias. Servido com arroz branco e banana frita. Encontra em praticamente todo restaurante, de simples a sofisticados.
Grilled fish - Peixe inteiro grelhado na brasa, temperado apenas com limão, alho e ervas locais. A simplicidade realça a qualidade do produto. Peça com molho satini - um condimento picante à base de pimenta e limão.
Ladob salgado - Guisado de peixe ou frango com banana-da-terra, batata doce e leite de coco. Prato tradicional para ocasiões especiais, reconfortante e rico em sabores.
Octopus curry - Polvo cozido lentamente em curry cremoso. A textura fica macia e o sabor absurdamente profundo. Não perca se encontrar no menu.
Acompanhamentos
Chatini de papaia - Salada de mamão verde ralada com limão, pimenta e cebola. Refrescante e levemente picante, acompanha quase tudo.
Salada de palmito - O palmito fresco das Seychelles é incomparável. Diferente do enlatado brasileiro, tem textura crocante e sabor delicado.
Breadfruit chips - Fruta-pão fatiada fina e frita, similar à batata chips. Vicia.
Sobremesas
Ladob doce - Versão doce do ladob, com banana madura, batata doce, mandioca e leite de coco açucarado. Cremoso e tropical.
Coco de Mer ice cream - Sorvete feito com a polpa do famoso Coco de Mer. O sabor é suave, quase amendoado. Difícil de encontrar, mas alguns restaurantes oferecem.
Banana flambe - Banana caramelizada com rum local Takamaka. Simples e delicioso.
Bebidas
Seybrew - A cerveja local, leve e refrescante. Combina perfeitamente com o clima tropical. Uma garrafa custa 40-60 SCR (13-20 BRL) em restaurantes.
Takamaka Rum - O rum produzido nas Seychelles, com várias versões. O Dark Rum e o Coco Rum são os mais populares. Uma visita à destilaria em Mahe vale a pena se você tiver tempo.
Água de coco - Direto do coco verde, vendido em barracas de praia e mercados. O refresco perfeito para um dia quente.
Sucos tropicais - Maracujá (passion fruit), manga, carambola e starfruit são abundantes e baratos.
Segredos de Praslin: dicas dos locais
Depois de conversar com moradores e guias durante minha estadia, reuni dicas que você não encontra nos guias tradicionais.
Praias secretas
Além das famosas Anse Lázio e Anse Georgette, existem praias menos conhecidas igualmente bonitas. Anse Possession, no norte da ilha, raramente tem mais que alguns visitantes. Petite Anse Kerlan, perto do aeroporto, é perfeita para pôr do sol sem multidões. Pergunte aos locais - eles adoram compartilhar seus cantinhos favoritos.
Horários estratégicos
Anse Lázio fica lotada entre 10h e 14h, quando chegam os passeios de barco de outras ilhas. Vá antes das 9h ou depois das 15h para ter a praia quase só para você. O mesmo vale para o Vale de Mai - chegue na abertura às 8h.
Compras inteligentes
O mercado de Baie Sainte Anne tem os melhores preços para frutas, especiarias e artesanato local. Evite comprar lembrancinhas nos hotéis - os preços são inflacionados. O óleo de coco virgem e a baunilha das Seychelles são excelentes presentes e custam menos no mercado.
Transporte econômico
Os ônibus locais são a forma mais barata de se locomover - 7 SCR (pouco mais de 2 BRL) para qualquer destino na ilha. Passam a cada 30-60 minutos nas rotas principais. Os motoristas conhecem todos os pontos turísticos e param onde você pedir.
Mergulho e snorkeling
Você não precisa pagar tours caros para ver vida marinha. A Praia Cote d'Or tem corais acessíveis a poucos metros da areia. Leve seu próprio equipamento (ou alugue por 100-150 SCR por dia, cerca de 33-50 BRL) e explore por conta própria. O canto sul da praia, perto das rochas, é o melhor ponto.
Pechinchar com educação
Diferente de outros destinos turísticos, pechinchar não é comum nas Seychelles e pode ser mal visto. Os preços em lojas e restaurantes são fixos. A exceção são táxis e alguns tours privados, onde uma negociação gentil é aceitável.
Respeito local
Os seichelenses são pessoas acolhedoras, mas conservadoras em alguns aspectos. Evite andar de biquíni ou sem camisa fora das praias. Vista-se modestamente ao visitar igrejas ou o mercado. Um simples bom dia em crioulo - Bonzour - abre muitas portas.
Segurança
Praslin é extremamente segura para turistas. Crimes violentos são raros. O maior risco são correntes marítimas em algumas praias - sempre observe as bandeiras e placas de aviso. Não deixe pertences desatendidos na praia, mais por precaução que por necessidade.
Transporte e comunicação
Como se locomover em Praslin
Ônibus público - A forma mais econômica, com linhas que cobrem toda a ilha. A linha principal vai de Anse Boudin (norte) até Mont Plaisir (sul), passando por Grand Anse e Baie Sainte Anne. Passagem única custa 7 SCR (aproximadamente 2-3 BRL). Os ônibus circulam das 5h30 às 18h30, com frequência reduzida aos domingos.
Aluguel de carro - Para liberdade total, alugar carro é a melhor opção. Carros compactos custam a partir de 50-70 EUR por dia (275-385 BRL). A maioria das locadoras aceita carteira brasileira, mas verifique antes. Atenção: dirige-se pela esquerda nas Seychelles, herança britânica. As estradas são estreitas e sinuosas, mas bem conservadas.
Táxi - Abundantes, especialmente em Grand Anse e no aeroporto. Não há taxímetro - os preços são tabelados por trajeto. Do aeroporto a Grand Anse, espere pagar 200-250 SCR (65-82 BRL). De Grand Anse a Anse Lázio, 350-400 SCR (115-130 BRL). Combine o preço antes de entrar.
Bicicleta - Boa opção para os trechos planos, mas Praslin tem muitas subidas íngremes. Aluguel por volta de 150-200 SCR por dia (50-65 BRL). Recomendo para explorar a região de Cote d'Or e arredores, não para atravessar a ilha.
Conexões entre ilhas
Ferry para Mahe - A Cat Cocos opera a travessia diariamente, com duração de 1 hora. Passagem custa 55 EUR (cerca de 300 BRL) por trecho. Reserve online com antecedência na alta temporada. O ferry pode ser cancelado em dias de mar muito agitado.
Ferry para La Digue - Travessia rápida de 15 minutos, várias vezes ao dia. Passagem 23 EUR (cerca de 125 BRL). Perfeito para um bate-volta.
Voo para Mahe - Air Seychelles opera voos de 15 minutos entre as ilhas. Preço varia de 50-150 EUR dependendo da antecedência. A vista aérea do arquipélago é espetacular.
Comunicação
Wi-Fi - Disponível na maioria dos hotéis, geralmente gratuito. A velocidade varia - não espere fibra óptica, mas funciona para o básico. Alguns restaurantes e cafés também oferecem Wi-Fi.
Chip local - As operadoras Cable and Wireless e Airtel vendem chips pré-pagos com dados móveis. Um pacote de 2GB custa cerca de 150-200 SCR (50-65 BRL) e dura uma semana. Compre no aeroporto de Mahe ou em lojas em Baie Sainte Anne. O sinal 4G cobre a maior parte de Praslin, com algumas áreas de sombra nas colinas.
Roaming brasileiro - Funciona, mas os preços são proibitivos. A maioria das operadoras brasileiras cobra 50-100 BRL por dia de roaming. Compensa muito mais comprar chip local.
Eletricidade e tomadas
As Seychelles usam tomadas tipo G (britânicas, três pinos retangulares) com 240V. Leve um adaptador universal. Muitos hotéis de categoria superior têm tomadas universais nos quartos, mas não conte com isso em guesthouses menores.
Dinheiro
A moeda local é a Rúpia Seichelense (SCR). Em março de 2026, 1 EUR vale aproximadamente 15 SCR e 1 BRL vale aproximadamente 2,8 SCR. O Euro é amplamente aceito em hotéis, restaurantes turísticos e lojas, mas o troco vem em rupias. Cartões de crédito são aceitos na maioria dos estabelecimentos, exceto os menores.
Caixas eletrônicos existem em Baie Sainte Anne e Grand Anse. Saque em rupias para evitar taxas de conversão. Leve sempre algum dinheiro vivo para táxis, pequenas compras e emergências.
Para quem é Praslin: conclusão
Praslin é para quem busca natureza intocada sem abrir mão de conforto. É para casais em lua de mel, famílias com crianças, aventureiros solo e qualquer um que sonhe com praias de postal e florestas primitivas.
Não é um destino barato - isso precisa ficar claro. Mesmo com economias, espere gastar significativamente mais do que em destinos tropicais mais acessíveis como Tailândia ou Indonésia. Porém, o que Praslin oferece em troca é difícil de encontrar em outros lugares: um arquipélago preservado, com turismo sustentável, praias sem multidões e uma natureza que parece ter parado no tempo.
Para brasileiros, a distância e o custo são os maiores obstáculos. Mas se você tem a oportunidade, não hesite. Praslin é daqueles destinos que ficam para sempre na memória - o azul do mar, o verde das palmeiras, o som das ondas e a sensação de estar em um dos últimos paraísos da Terra.
Minha recomendação final: reserve pelo menos 5 dias, combine com uma visita a La Digue, e deixe espaço na mala para levar de volta especiarias, óleo de coco e memórias inesquecíveis.


